Não obstante os avanços na área da saúde, todos os anos cerca de cem mil doentes contraem uma infecção em ambiente hospitalar e mais de dez mil morrem em consequência destas infecções. Além da morbilidade e mortalidade consideráveis, a infecção hospitalar provoca um aumento considerável de custos com processos de diagnóstico e de terapêutica.
É conveniente explicar que a infecção hospitalar ou nosocomial é a infecção que não está presente no momento da admissão no hospital e pode ser provocada por agentes internos ou externos ao doente.
Alguns dos factores que predispõem uma pessoa para o desenvolvimento duma infecção nosocomial estão directamente relacionados com a idade, a imunidade deficiente, o uso de antibioterapia, o tempo de hospitalização, as técnicas de diagnóstico, entre outros aspectos. A dinâmica dum hospital fornece, por seu lado, diversos focos potenciais de infecção como os doentes, as visitas, o pessoal, o equipamento, as instalações, o ambiente, etc.
Apesar dos números reveladores e do sofrimento infligido a tantas famílias portuguesas, as instituições hospitalares não estão preparadas para fornecer um ambiente saudável:
- enfermarias superlotadas, com camas e macas coladas umas às outras;
- insuficiência de lavatórios para lavagem das mãos;
- ausência de barreiras sanitárias entre limpo e sujo;
- ausência dum programa nacional de controlo da infecção nosocomial.
As medidas economicistas de gestão da Saúde como a redução do número de auxiliares de acção médica e de enfermeiros por turno têm, quanto a mim, agravado a situação.
É complicado para o cidadão comum entender que a infecção hospitalar é algo inevitável quer em Portugal, quer em qualquer país desenvolvido. O que é inaceitável é o desinteresse dos sucessivos governos e das entidades reguladoras da saúde.
Rio Sado
Marvão
Serra da Estrela
imagem gentilmente cedida por Nuno Alegria

Há coisas simples, engraçadas, que são giras de recordar.
Lembro-me de uma situação com que me deparei hoje durante o turno:
A mãe da "Maria" sentada pacientemente no chão, enquanto a "Maria" (de 2 anos) estava sentada há um "tempão" no bacio (à espera para fazer um chichi), abraçada ao Garfield à esquerda e com o Zé Carioca na mão direita, e ia balbuciando um "eu não consego".
Entretanto íamos calmamente conversando sobre os pormenores (do vestido e dos sapatos) da boneca "Poly" (igual à da "Ana"), que ela ia comprar ao Feira Nova se fizésse um chichi...
Lidar com doentes oncológicos tem o seu impacto na vida do enfermeiro. Mais do que lidar com a morte, lida-se com o sofrimento e com a angústia do doente. Inconscientemente confrontamo-nos com os nossos próprios receios e ansiedades. Esse contacto tão permanente fez-me repensar a vida.
Sem querer, fui-me tornando mais tolerante, mais resistente mas, simultaneamente, mais sensível e mais emotiva em relação a determinados aspectos. Passei a valorizar o presente, os sentimentos e os afectos enquanto tento ignorar a falta de solidariedade, a solidão e o individualismo que caracterizam a nossa sociedade.
Retempero as forças nos gestos simples e ternos dos que me amam e respeitam. Aprendi a apreciar coisas simples e belas presentes numa vida que é, ao mesmo tempo, preciosa e curta. Construo um dia atrás de outro com o desejo de contribuir para melhorar a vida de algumas pessoas sem, contudo, ter a certeza de o conseguir...
Entretanto, deixo-me deslumbrar pelo esvoaçar dum bando de aves migratórias sobre o Tejo...
Em tempo de catástrofe urge ajudar e apoiar as populações necessitadas. Não há água potável, não há abrigo, não há comida e as comunicações estão cortadas. Este é o cenário desolador que os voluntários da organizações de solidariedade encontram.
Entre eles, muitos enfermeiros preparam-se para socorrer as vitimas do maremoto em ambiente adverso, com escassez de meios e sem infra-estruturas. Procuram cuidar dos vivos e, ainda, criar as condições necessárias para evitar os efeitos devastadores das epidemias
A ajuda humanitária organiza-se à escala mundial para proporcionar a melhor resposta operacional. A participação solidária de todos é necessária.
AMI
Banco Espírito Santo
NIB 000700150040000000672
Caritas Portuguesa
Caixa Geral de Depósitos
NIB: 003506970063091793082
CNIS - Instituições de Solidariedade Social
Montepio Geral
NIB: 003600939910006779710
Cruz Vermelha Portuguesa
Banco BPI
NIB: 001000001372227000970
Médicos do Mundo
Caixa Geral de Depósitos
NIB: 003505510000772213032
Unicef "Crianças da Ásia"
Caixa Geral de Depósitos
NIB: 003501270002824123054
Especialmente para o Nuno, mas não só...
Aqui ficam algumas das minhas fotos sobre este tema.
Mussulo
Baía de Luanda
Benguela