A recente proposta do Governo de aplicação de taxas moderadoras diferenciadas, a aplicar-se, irá penalizar seriamente os utentes. Esta medida de financiamento do SNS revela-se um factor de injustiça dado que irá incidir, sobretudo, nos utentes com rendimentos médios e que suportam a carga fiscal. A fuga ao fisco e a fraude fiscal permanecerão, contudo, impunes.
"Quem não pode pagar, não paga. Quem pode mais, paga", sublinhou o primeiro-ministro Pedro Santana Lopes. Destaque-se que os utentes do SNS são - na sua larga maioria - famílias com baixos e médios rendimentos. As famílias mais favorecidas recorrem, salvo excepções, à saúde privada.
São, assim, condenáveis todas as formas injustas que visam desvirtuar os princípios sociais do SNS que, por enquanto, se mantém tendencialmente gratuito.
Compreenda-se, de uma vez por todas, que a saúde não é mercantilizável e que não se podem adoptar medidas economicistas em detrimento de cuidados de saúde de qualidade.

Anita Enfermeira
Óleo sobre tela, 140x160cm, 1978
Willy Alfredo Zumblick
A "Maria" já estava internada quando entrei para fazer noite. Tinha sido submetida a uma intervenção cirúrgica para retirar as amígdalas, é o pós-operatório não estava a correr muito bem. Tinha 11 anos e não era de muitas palavras, respondendo de forma brusca quando alguém se lhe dirigia. Provavelmente uma forma de defesa.
A mãe, assim que soube que ela ia ficar internada, disse que estava com pressa porque tinha de ir fazer o jantar para o marido e tinha de ir dormir por ter uma consulta no dia seguinte. Estava então sózinha num ambiente estranho. Já devia estar habituada, pois estava internada num colégio interno e nem sequer ia todos os fins-de-semana a casa.
A meio da noite a situação complicou-se e a "Maria" teve de voltar ao Bloco Operatório. Assustada, chamou pela mãe todo o percurso até lá chegar.
Telefonei então para casa da "Maria" para informar os pais do sucedido. Atendeu o pai a quem expliquei o que tinha acontecido e quando referi que se quisessem podiam deslocar-se ao hospital a qualquer hora, disse que ia falar com a esposa. Desliguei ainda a pensar que talvez não tivesse perguntado sequer como estava a "Maria" pela surpresa e pelo tardar da hora... e esperei que ainda aparecesse.
Mas passadas 5 horas, quando terminei o turno, tudo estava na mesma. A mãe devia ter ido para a consulta e o pai talvez tivesse ido trabalhar... E ainda me lembro da criança assustada que gritava pela MÃE...
Creio haver um momento na vida em que se dá início a um percurso consciente, sem retorno, em direcção à morte. É uma escalada gradual para um fim, mais ou menos próximo, e é um trajecto de reconciliação com a vida e de aceitação da morte. O papel do enfermeiro será, na minha óptica, o de tentar harmonizar esse percurso, aliviar a dor e o sofrimento e proporcionar conforto e apoio.
Estas palavras tão vãs e tão ocas, não conseguem descrever o desmesurado e complexo processo que é cuidar do doente terminal e da sua família. É um processo muitas vezes doloroso, de avanços e retrocessos, feito de amarguras e alegrias. Exige uma formação ética e moral, assim como uma prática reflexiva que permita adequar os cuidados às necessidades do doente.
Elisabeth Kübler-Ross, uma conhecida psiquiatra, facilitou a compreensão da dinâmica da morte. Identificou as fases de negação, angústia, negociação, depressão e aceitação, associadas ao processo da morte e do luto. Deu um forte contributo a todos os profissionais de saúde, especialmente aos que cuidam e tratam dos doentes terminais e que lidam com o sofrimento e a perda.
Autora de mais de vinte livros, foi consagrada pela revista Time como um dos cem mais importantes pensadores do século XX. Faleceu no passado dia 24 de Agosto, com 78 anos, rodeada de amigos e família.
"...recordo-me de uma cadela da raça Scotish Terrier, que tivemos em casa, que mordeu o rosto de algumas crianças, sem aviso. Por sorte nada sério. Infelizmente, a mordedura por cães é uma grande responsável pela realização de cirurgias plásticas reparadoras em crianças...acredito ser seguro deixar crianças junto com esses animais reconhecidamente mansos. Mas os cachorros que já deram alguma «mancada» na relação com as crianças devem ficar apartados... O dono é o responsável pelas ações de seu animal, do ponto-de-vista moral e jurídico.(Rodrigues, D.)
Adoro cães! O cão é o meu animal preferido!
Sou defensora de que um animal deve ter os cuidados de que necessita, as vacinas em dia e todas essas coisas.
É uma pena que situações como a acima descrita não sejam assim tão invulgares... e mais graves se tornam quando nem o animal nem as crianças têm as vacinas em dia...

Itinerário de férias ricas em cultura, arte, história, risos, alegria...