Substituir enfermeiros por auxiliares de acção médica tem sido uma prática recorrente nos últimos tempos. Longe de aumentar a qualidade da actividade dos auxiliares, a medida terá como finalidades a diminuição nas despesas com os honorários e embargar a contratação de mais enfermeiros.
A sobejamente conhecida carência de enfermeiros jamais encontrará solução neste tipo de medidas que tendem, unicamente, a agravar a qualidade da assistência aos utentes.
Apesar da importância na formação contínua dos auxiliares de acção médica – como afiança a Ordem dos Enfermeiros – esta estratégia fere a integridade dos cuidados de enfermagem à população.
Saliente-se que o exercício profissional de enfermagem centra-se numa relação interpessoal e assenta numa formação e numa experiência que permite ao enfermeiro compreender a pessoa na sua globalidade e especificidade, identificando necessidades de cuidados de enfermagem e tomando as decisões que garantam que as suas intervenções respeitem a pessoa na sua complexidade, e ainda que a atribuição de competências especificas dos Enfermeiros aos Auxiliares de Acção Médica põe em risco a qualidade dos cuidados prestados e a segurança da população, configurando uma clara situação de exercício ilegal da profissão (decreto-lei n.º 161/96 de 4 de Setembro e Decreto-lei n.º 104/98 de 21 de Abril).
Os cuidados de enfermagem só podem ser prestados por enfermeiros, pelo que as substituições por não-enfermeiros são um rotundo erro técnico e táctico.
A dor é uma experiência sensorial e emocional muito desagradável com muita influência na qualidade de vida, interferindo - ainda que subjectivamente - a nível físico, psicológico e social.
O registo da intensidade da dor tornou-se obrigatório há um ano quando este sintoma passou a ser considerado um sinal vital a medir diariamente, a par da temperatura corporal, da tensão arterial e das frequências cardíacas e respiratória. Todavia, são poucos os hospitais a adoptar esta medida.
Reconheço a relutância em adoptar a norma que obriga ao registo diário da dor sentida pelos doentes. Muitos dos documentos onde se registam os sinais vitais ainda não prevêem o registo da dor. Isso não obsta a que os enfermeiros não estejam preparados para detectar a dor precocemente e, sobretudo, tratar e aliviar a dor.
Ainda que, por vezes, não seja óbvio, os profissionais de saúde estão sensibilizados para a problemática da dor e, mais que tudo, empenhados em lutar contra a dor. A luta contra a dor constitui um desafio permanente para os profissionais que a ela se dedicam e visa, acima de tudo, assegurar o bem-estar dos doentes.
1. O soro está sempre do outro lado da sala.
2. A capacidade de um médico é inversamente proporcional à sua disponibilidade.
3. Há duas espécies de adesivo: o que agarra e o que não se despega.
4. Toda a gente, ao mesmo tempo, pede uma injecção para as dores.
5. Qualquer doente que não quer a injecção contra as dores quando a enfermeira anda a dar injecções para as dores, quer uma logo que a enfermeira começa a distribuir comprimidos para dormir.
em «a lei de Murphy para médicos»
A utilização da medicina não convencional tem sido prática crescente, especialmente nos países desenvolvidos como o Reino Unido, Alemanha e a Suíça. Em Portugal, à semelhança do que se passa nestes países, esta utilização tem vindo a aumentar. Por seu turno, a OMS (Organização Mundial de Saúde) tem previsto um programa estratégico para incorporação destas terapêuticas nos sistemas de saúde, a adoptar até 2005.
Apesar de toda a discussão que o assunto merece, creio que é importante salientar os princípios humanistas que parecem orientar este tipo de medicina. As terapias são centradas na globalidade da pessoa e não só e exclusivamente na doença, ao contrário do que sucede, muitas vezes, na medicina convencional.
Ainda ontem o meu pai teve uma consulta com o diabetologista que o segue há anos. Apesar de quase não conseguir falar devido a uma laringite, conseguiu queixar-se das quebras de tensão que os comprimidos para a tensão lhe provocam. O médico ignorou as queixas, ignorou a crise de espirros que o meu pai ostentava e seguiu em frente: «Não tenho nada a ver com isso, vá ao seu médico de família».
É por estas e por outras que, na minha opinião, se assiste a uma procura crescente da medicina não convencional. Em parte, o desenvolvimento deste tipo de medicina é reflexo da atenção prestada ao doente que encontra aqui resposta para muitas das suas necessidades.
Compreensivamente e de acordo com os princípios da igualdade, há que garantir a liberdade de opção a todos os cidadãos. Mas, equitativamente, é necessário garantir também a qualidade, a idoneidade e a segurança destes serviços. E ainda – como defende a Ordem dos Médicos – proteger o cidadão doente, que no desconhecimento da ciência medica é levado a acreditar em diagnósticos fantasiosos, promessas de curas fáceis ou até miraculosas, e aceita seguir pseudo-tratamentos que, mesmo quando são inócuos, impedem ou atrasam o tratamento mais adequado para as suas queixas.
Do mesmo modo, além de restringir e punir a prática duvidosa, há que exigir a comprovação científica dos benefícios das medicinas alternativas ou – como é correcto dizer-se – terapêuticas complementares.
Aqui há dias administrei uma injecção de penicilina a um rapazinho de 3 anos, que "berrou" e esperneou tudo aquilo a que tinha direito.
Passada a meia hora da praxe veio buscar a ficha para ser reavaliado. Entretanto, no meio do corredor, vira-se para mim, põe o rabo de fora e diz:
"Olha, já não dói!"
Alfama localiza-se na encosta que desce do Castelo até ao Tejo e constitui o que terá sido o primeiro povoamento de Lisboa. O estabelecimento de população nesta zona é anterior à ocupação romana.
O topónimo Alfama é frequentemente atribuído à evolução do árabe Al-hama, que significa fonte termal, embora não haja consenso quanto à origem etimológica da palavra. Alfama conserva a sua estrutura árabe com ruas estreitas, pátios e encostas, inspirada nos kasbahs do Norte de África e que tinha como objectivos proporcionar um sistema defensivo e, simultaneamente, refrescar as casas durante a época estival.
No início do séc. VIII, depois da presença sueva e visigótica, as muralhas do Castelo e a Cerca Moura foram reconstruídas pelos muçulmanos que tinham conquistado a cidade e que exerceram a sua influência durante 400 anos.
Em 1147 Lisboa é cercada e tomada pelo primeiro rei de Portugal. No final do séc. XII são construídas as primeiras Igrejas de S. Miguel e de Sto. Estevão (Panteão). A primeira Igreja de Sta. Luzia foi construída entre o séc. XII e o séc. XIII, junto da muralha, nas Portas do Sol.
Perto da praia, durante o séc. XIII foi construído o Chafariz dos Cavalos ou Chafariz de Dentro, cujo nome proviria dos cavalos de bronze instalados, durante muito tempo, nas saídas de água. O Largo do Chafariz de Dentro – autêntico Rossio de Alfama – era um espaço público muito frequentado onde desembocavam duas importantes ruas do bairro: A Rua de S. Pedro (mercado de rua onde as varinas vendiam o peixe) e a que veio a ser a Rua dos Remédios.
Os pescadores tiveram grande importância na vida do bairro até há relativamente pouco tempo. Foram as gentes do mar que edificaram a Ermida dos Remédios – também conhecida por Ermida do Espírito Santo – e um pequeno hospital em anexo. Todavia, desde os finais dos séc. XII instala-se numa zona chamada Escolas Gerais, a residência dos estudantes universitários que se manteve ali até à transferência da Universidade para Coimbra no séc. XVI.
Na Alfama medieval conviveram cristãos, judeus e muçulmanos. Uma das judarias de Lisboa localizou-se numa pequena área que engloba a ainda actualmente chamada Rua da Judiaria. O bairro foi praticamente destruído pelo terramoto de 1755. A sua reconstrução não foi influenciada pelos moldes pombalinos tendo mantido a matriz labiríntica de vielas, becos e escadinhas.
Interlaken é lindo! É daqueles sítios onde vale a pena ir (e se se tiver a sorte de apanhar bom tempo então... não foi bem o nosso caso). Ainda havia neve nas montanhas, junto com o verde das árvores e o azul dos lagos... Foi pena estar nevoeiro e só termos esta vista de vez em quando.
Visitámos Ballenberg e gozámos o último dia de férias por aquelas bandas.
Conhecemos muita gente, das mais diversas nacionalidades (é um dos motivos porque sou fã das pousadas da juventude), partilhámos experiências... passámos bons momentos.
Iniciámos o regresso no dia 3 e chegámos dia 4. A volta foi extenuante. Devíamos tê-la feito em 3 dias, mas apesar do tempo bem passado as saudades apertam... enfim, já se sabe como é.
Agradeço desde já à Cris pela disponibilidade para colocar muitos dos post "Diário de bordo", dada a nossa dificuldade de aceder à net em certos locais.
Agradeço também a todos aqueles que nos acompanharam nesta viagem. posteriormente espero colocar umas fotos que fomos tirando. Aconselho desde já o Guia Michelin, pelo qual nos guiámos.
Depois de um fim-de-semana curto (pelas mil e uma coisas que se querem fazer em tão pouco tempo), voltámos à "nossa guerra".
A medicina e a ciência evoluíram de tal forma que hoje em dia é possível que muitas doenças sejam tratadas em regime de ambulatório. A par disso, a crise económica afecta seriamente os serviços de saúde que se vêem pressionados a reduzir ao essencial o número e duração dos internamentos.
Todos os dias invariavelmente, pelo raiar da manhã, inúmeras ambulâncias e outras viaturas afins despejam doentes nos serviços hospitalares. Ao fim do dia o fenómeno repete-se – desta vez em sentido contrário.
Independentemente da afabilidade e das competências técnicas e humanas dos bombeiros, as pessoa são conduzidas em «veículos de transportes de doentes» e em condições que deixam muito a desejar. O circuito de entrega e recolha nem sempre é traçado dentro dos limites da razoabilidade e do bom senso. Muitas vezes – vezes demais – os doentes têm que esperar que os serviços abram ou que os bombeiros regressem para os recolher. São demasiadas horas numa cadeira ou numa maca, indispostos, cansados e longe do conforto do lar.
A propósito do licenciamento e legalização de ambulâncias, o Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses comenta que a actividade de transporte de doentes seria economicamente inviável se houvesse uma fiscalização muito rigorosa da DGV e do INEM. Deste modo, vai-se permitindo que o transporte de doentes se efectue sem os requisitos básicos de segurança e conforto.
Dia 01/06/04
Ora, como continuava de chuva, voltamos a mudar de planos e decidimos ir ate Switzerland. Um longo caminho - com muita chuva pelo meio - e chegamos por fim a Bern, onde sabiamos que havia uma pousada. Ja nao era propriamente cedo... e afinal a pousada era a 66 Km... La nos pusemos a caminho para Interlaken. Já previa mais uma noite dormida no carro... e com a chuva e o nevoeiro que se puseram... Mas afinal havia vagas na pousada e até era muito acolhedora. Para mim, a melhor desta viagem...
Dia 31/05/04
Passamos o dia a visitar as terriolas em torno de Sneek. Foi muito agradavel, ha agua por tudo o que e lado. Hoje houve um encontro de bicicletas, motas e carros antigos nesta zona. De volta a pousada, o Steve (o rapaz que nos deixa utilizar a internet) recebeu-nos com boa-tarde (ele viveu em Albufeira e sabe umas quantas palavras na nossa lingua).
E eis que se passou mais um dia.
Dia 30/05/04
Comecamos o dia com uma ida ate Luxembourg City onde avistamos no meio de muita coisa, uma Caixa Geral de Depositos (nao e que queira fazer qualquer tipo de publicidade). Seguimos entao caminho rumo a The Netherlands porque pretendiamos acampar em Terschelling, uma ilha que e uma zona de reserva natural, segundo dizem muito agradavel.
Assim que pusemos uma roda em The Netherlands comecou a chover... E ao fim da tarde, quando chegamos perto do nosso destino continuava a chover sem nunca ter parado... Isto e que e ter sorte... Ok, mudanca de planos... Vamos para Sneek, uma cidadezinha com muitos canais e muitos barcos, onde se fazem regatas.
Dia 29/05/04
Deixamos Bruxelles em direccao a Namur e Dinant, umas cidadezinhas muito acolhedoras e com umas paisagens... Uma zona aconselhada para quem deseja andar de bicicleta ou fazer caminhadas ou canoagem. Uns chales a beira-rio...
E eis que chegamos a Luxembourg a meio da tarde. A lingua portuguesa soa-nos a familiar em cada canto. Ficamos na pequena cidade de Echternach, um sitio optimo para descansar. Um fim de tarde numa esplanada, uma caminhada no meio do verde... E tal como Dinant um local muito procurado para caminhadas e afins.
Dia 28/05/04
Hoje pela manha decidimos ir visitar o museu dos instrumentos musicais em Bruxelles. Valeu a pena. Paramos para almocar e seguimos caminho para Antwerp. Quem quiser fazer compras, ja sabe!
E assim se passou mais um dia pachorrento. De volta a Bruxelles conseguimos tirar umas fotos lindas do por-do-sol.