A inaptidão (quase) total do cidadão comum para prestar assistência aos necessitados é uma constatação cada vez mais evidente. Todos os dias testemunhamos, chocados, as consequências duma assistência ineficaz quer se tratem de sinistrados, de doentes crónicos ou de crianças.
À medida que as sociedades se desenvolveram passou a haver menos tempo para cuidar dos familiares mais próximos. Para poder melhorar o nível profissional, são necessárias maior eficiência e rapidez, tudo em prol dum sucesso muito ansiado. Deixámos de cuidar das plantas e dos animais, e adoptámos um comportamento social que consiste em afastar a doença e a morte do contexto familiar.
A doença surge brusca e inesperadamente, sem que haja capacidade de resposta à nova realidade, e é sentida como uma injustiça ou como um entrave ao natural curso do dia-a-dia.
Exige-se, no mínimo, a capacidade de todos os indivíduos mobilizarem conhecimentos e mecanismos básicos, de forma a intervir numa urgência, salvando vidas ou salvaguardando a qualidade de vida das vítimas de acidente ou de doença.
Tudo começa por (re)integrar a doença e a morte na formação pessoal, ajudando os mais novos a compreenderem e a aceitarem estes processos, ao invés de os afastar de todo desse confronto. Afinal, doença e morte são partes inevitáveis, comuns e normais da experiência humana.
Até lá, seja qual for a formação de cada um, podemos pelo menos repensar as prioridades e prepararmo-nos minimamente para cuidar das crianças, dos doentes e dos acidentados.
Publicado por Cris em fevereiro 8, 2005 11:42 PMToda a gente deveria ter umas luzes de primeiros socorros. Poder-se-iam salvar muitas vidas! (Já tentei comentar várias vezes mas como sabem o weblog tem estado com problemas) Um beijinho
Afixado por: jacky em fevereiro 20, 2005 11:52 AM