Não obstante os avanços na área da saúde, todos os anos cerca de cem mil doentes contraem uma infecção em ambiente hospitalar e mais de dez mil morrem em consequência destas infecções. Além da morbilidade e mortalidade consideráveis, a infecção hospitalar provoca um aumento considerável de custos com processos de diagnóstico e de terapêutica.
É conveniente explicar que a infecção hospitalar ou nosocomial é a infecção que não está presente no momento da admissão no hospital e pode ser provocada por agentes internos ou externos ao doente.
Alguns dos factores que predispõem uma pessoa para o desenvolvimento duma infecção nosocomial estão directamente relacionados com a idade, a imunidade deficiente, o uso de antibioterapia, o tempo de hospitalização, as técnicas de diagnóstico, entre outros aspectos. A dinâmica dum hospital fornece, por seu lado, diversos focos potenciais de infecção como os doentes, as visitas, o pessoal, o equipamento, as instalações, o ambiente, etc.
Apesar dos números reveladores e do sofrimento infligido a tantas famílias portuguesas, as instituições hospitalares não estão preparadas para fornecer um ambiente saudável:
- enfermarias superlotadas, com camas e macas coladas umas às outras;
- insuficiência de lavatórios para lavagem das mãos;
- ausência de barreiras sanitárias entre limpo e sujo;
- ausência dum programa nacional de controlo da infecção nosocomial.
As medidas economicistas de gestão da Saúde como a redução do número de auxiliares de acção médica e de enfermeiros por turno têm, quanto a mim, agravado a situação.
É complicado para o cidadão comum entender que a infecção hospitalar é algo inevitável quer em Portugal, quer em qualquer país desenvolvido. O que é inaceitável é o desinteresse dos sucessivos governos e das entidades reguladoras da saúde.
Publicado por Cris em janeiro 23, 2005 01:28 PMO mal é que o governo cada vez mais diminui o número de técnicos de saúde. E na minha opinião cada vez irá haver mais infecções e cada vez mais díficeis de combater.
Agora que estamos em pré-campanha pode ser que que algum dos partidos se lembre deste "pequeno, grande problema".
Post muito, muito pertinente para um problema bem abordado, claro. Cris, parabéns - estou quase com inveja... (risos).
Uma ponte mesmo a jeito para a responsabilidade política, sim snehor.
Beijos e bom fim de semana.
É verdade, todas as salas de espera (dos serviços de saúde)são um foco de infecções. Especialmente nesta época. Utilizem (se precisarem, obviamente) a linha de Saúde Pública 808211311. Quanto à pré-campanha, Nuno, receio que a procissão das promessas e das «boas» notícias ainda vá no adro...:)Cuidado com o frio...beijinhos
Afixado por: Cris em janeiro 25, 2005 10:17 PMEu não sou enfermeiro, mas esta sei!!!
As salas de espera são efectivamente um foco de possíveis infecções.
É preciso ter muito cuidado na afluência às urgências principalmente nesta altura das gripes.
UTILIZEM A LINHA TELEFÓNICA!!!
Estou certo senhoras enfermeiras?
Beijos
Também as salas de espera (?) das Urgências são um foco de possíveis infecções.
Afixado por: cap em janeiro 24, 2005 07:51 PMCuriosamente o "pequeno" problema vai dar sempre ao "grande" problema da economia.
A classe política ainda não se apercebeu que ao prevenir está a melhorar a própria economia.
Por outro lado continua-se a "debater" o número de debates que o partido à frente das sondagens se recusa a fazer (onde é que eu já vi isto?).
E a "pré"-campanha continua: se for dita a verdade o partido perde as eleições (seja ele qual for, se por outro lado se continuar a mentir com demagogia vão-se ganhar as eleições e dizer: "afinal o país está pior que o que esperávamos e vamos ter que aumentar os impostos." (onde é que eu já ouvi isto?).
Boa semana