Este post deve-se ao interesse manifestado por amigos e conhecidos sobre a doação de medula óssea.
Antes de mais, importa compreender que o transplante de medula óssea é uma estratégia terapêutica que permite a cura de muitas doenças, entre as quais as do foro hematológico como as leucemias.
O transplante de medula consiste na substituição da medula doente por outra normal de dador saudável HLA (sigla inglesa de antigénios de leucócitos humanos) compatível, de dador familiar ou de um dos sete milhões de voluntários inscritos num registo mundial. A medula do dador é fornecida ao doente como uma vulgar transfusão de sangue.
Para ser dador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 45 anos de idade, ser saudável e dirigir-se ao CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão) ou a um dos Centros de Histocompatibildade (Norte, Centro e Sul).
Na primeira fase o dador responderá a um inquérito clínico que será devidamente avaliado. Se não for detectada nenhuma contra-indicação, far-se-ão colheitas de sangue para tipagem e determinação de marcadores virais.

Existem dois processos de colheita de células para transplante de medula:
• Colheita a partir da Medula Óssea:
Células progenitoras colhidas do interior dos ossos pélvicos. Requer geralmente anestesia geral e uma breve hospitalização.
• Colheita de Células Progenitoras Periféricas:
Colheita feita no sangue periférico, geralmente dum braço, através de um processo chamado aférese, em que o dador tem de tomar previamente um medicamento que estimule a produção de células progenitoras no sangue.
Além destes dois métodos, também é possível colher células progenitoras do cordão umbilical. O cordão umbilical tem uma percentagem muito elevada de células progenitoras mas, como a quantidade geralmente é pequena, são utilizadas, sobretudo, no transplante em crianças.
Actualmente, o registo nacional de dadores de medula óssea conta com cerca de 22 mil dadores identificados que, através de gestos simples, contribuem para a vida de muitas pessoas.
Publicado por Cris em novembro 1, 2004 07:18 PMPara haver mais dadores de medula talvez deveriam existir mais locais específicos para a recolha de medula.
Afixado por: aNABELA em janeiro 24, 2005 03:28 PMPorque razão o limite de idade superior, em PT é de 45 anos de idade e no Crasil vai ate aos 55 anos, desde que com boa saude?
Para mim isto é incompreensivel. Eu gostava de me tornar dador e tenho 50 anos!
(ver site www.inca.gov.br) ou http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64
Cumprimentos,
V.M.
Aqui o Zecatelhado é dador de sangue já há uns anitos valentes. Lá no meu ISEL, há uns meses, vieram procurar voluntários para a doação de medula; Claro que eu me ofereci de imediato para a doação mas recusaram (Buááááá! Já sou velhadas para essas coisas ).
Um abração do
Zecatelhado
Muito pertinente o teu apontamento. Lembremos o caso que recentemente agitou as aguas, quando apareceu nos noticiarios uma criança que necessitava de um transplante de medula. Rapidamente acorreram aos centros de doação inumeras pessoas a tentar ajudar.
por vezes é necessario dar visibilidade a estes dramas quotidianos para nos mobilizarmos.