A dor é uma experiência sensorial e emocional muito desagradável com muita influência na qualidade de vida, interferindo - ainda que subjectivamente - a nível físico, psicológico e social.
O registo da intensidade da dor tornou-se obrigatório há um ano quando este sintoma passou a ser considerado um sinal vital a medir diariamente, a par da temperatura corporal, da tensão arterial e das frequências cardíacas e respiratória. Todavia, são poucos os hospitais a adoptar esta medida.
Reconheço a relutância em adoptar a norma que obriga ao registo diário da dor sentida pelos doentes. Muitos dos documentos onde se registam os sinais vitais ainda não prevêem o registo da dor. Isso não obsta a que os enfermeiros não estejam preparados para detectar a dor precocemente e, sobretudo, tratar e aliviar a dor.
Ainda que, por vezes, não seja óbvio, os profissionais de saúde estão sensibilizados para a problemática da dor e, mais que tudo, empenhados em lutar contra a dor. A luta contra a dor constitui um desafio permanente para os profissionais que a ela se dedicam e visa, acima de tudo, assegurar o bem-estar dos doentes.
Publicado por Cris em junho 27, 2004 08:55 PMEsta dos enfermeiros estarem sensibilizados para a dor e empenhados em lutar contra a dor, tem que se lhe diga... Se vão administrar um injectável a uma criança e ainda comentam que esperneia tudo o que lhe é possível...onde é que esta enfermeira lutou contra a dor???
Será que ela sa´be que existem alternativas para vencer a dor??? Não acredito!!!
Tive oportunidade de conhecer uma das primeiras unidades de dor em Portugal, no Hospital do Fundão. Infelizmente, foi pelas piores razões pois nessa unidade estava internada uma pessoa de família. No entanto, o acompanhamento que foi realizado não podia ter sido melhor e minimizou em grande parte o sofrimento que essa pessoa estava a sentir.
Afixado por: Sofia em junho 27, 2004 09:23 PM