Alfama localiza-se na encosta que desce do Castelo até ao Tejo e constitui o que terá sido o primeiro povoamento de Lisboa. O estabelecimento de população nesta zona é anterior à ocupação romana.
O topónimo Alfama é frequentemente atribuído à evolução do árabe Al-hama, que significa fonte termal, embora não haja consenso quanto à origem etimológica da palavra. Alfama conserva a sua estrutura árabe com ruas estreitas, pátios e encostas, inspirada nos kasbahs do Norte de África e que tinha como objectivos proporcionar um sistema defensivo e, simultaneamente, refrescar as casas durante a época estival.
No início do séc. VIII, depois da presença sueva e visigótica, as muralhas do Castelo e a Cerca Moura foram reconstruídas pelos muçulmanos que tinham conquistado a cidade e que exerceram a sua influência durante 400 anos.
Em 1147 Lisboa é cercada e tomada pelo primeiro rei de Portugal. No final do séc. XII são construídas as primeiras Igrejas de S. Miguel e de Sto. Estevão (Panteão). A primeira Igreja de Sta. Luzia foi construída entre o séc. XII e o séc. XIII, junto da muralha, nas Portas do Sol.
Perto da praia, durante o séc. XIII foi construído o Chafariz dos Cavalos ou Chafariz de Dentro, cujo nome proviria dos cavalos de bronze instalados, durante muito tempo, nas saídas de água. O Largo do Chafariz de Dentro – autêntico Rossio de Alfama – era um espaço público muito frequentado onde desembocavam duas importantes ruas do bairro: A Rua de S. Pedro (mercado de rua onde as varinas vendiam o peixe) e a que veio a ser a Rua dos Remédios.
Os pescadores tiveram grande importância na vida do bairro até há relativamente pouco tempo. Foram as gentes do mar que edificaram a Ermida dos Remédios – também conhecida por Ermida do Espírito Santo – e um pequeno hospital em anexo. Todavia, desde os finais dos séc. XII instala-se numa zona chamada Escolas Gerais, a residência dos estudantes universitários que se manteve ali até à transferência da Universidade para Coimbra no séc. XVI.
Na Alfama medieval conviveram cristãos, judeus e muçulmanos. Uma das judarias de Lisboa localizou-se numa pequena área que engloba a ainda actualmente chamada Rua da Judiaria. O bairro foi praticamente destruído pelo terramoto de 1755. A sua reconstrução não foi influenciada pelos moldes pombalinos tendo mantido a matriz labiríntica de vielas, becos e escadinhas.
Publicado por Cris em junho 15, 2004 10:13 PMConvém dizer que este post foi baseado numa pesquisa bibliográfica do meu amigo Mário. Obrigada Mário, beijinhos.
Afixado por: Cris em junho 18, 2004 11:20 AMOk cá estou, isto está muito cool.
Alfama, onde é k eu li isto!? lololo
Até vem a propósito com os Santos Populares, Aiem!!!!!
Força o blog está mesmo giro.
Bjs
Mora num beco de Alfama
e chamam-lhe a madrugada,
mas ela, de tão estouvada
nem sabe como se chama.
É sempre bom aprender mais um pouco acerca de a nossa história. Beijinhos.
Afixado por: João em junho 16, 2004 10:07 PM