Enfrentar situações de conflito é algo muito comum entre enfermeiros cujo actividade se baseia, fundamentalmente, no trabalho de equipa. É possível compreender que trabalhar em equipa é tanto mais frutuoso, quanto melhor for o funcionamento, a coesão e o espírito do grupo de trabalho.
O conflito surge como elemento perturbador da coesão, assume contornos diversos, de maior ou menor gravidade, e pode afectar os membros da equipa, os departamentos e a própria organização. Para solucionar um conflito ou clarificar um problema existem mecanismos específicos para o fazer. Para isso, frequentamos cursos de formação que visam desenvolver essas competências.
Essa tem sido a opção de muitas empresas, organismos e funcionários. Mas, apesar de todo o interesse e de todos os esforços, o conflito mantém-se insidiosamente sem resolução ou aparentemente inerte. O que falha então?
Julgo que a responsabilidade cabe à deficiente comunicação, à acomodação, à falta de empatia, à incapacidade de negociação e de debate. Que outro sentido faz um chefe ser autocrático em vez de promover a partilha de decisões? Que sentido faz um profissional procurar atingir objectivos pessoais através duma política de simpatias? Ou, que cultura organizacional é esta que descura a comunicação com os elementos que a constituem? Vale tudo?!
A coesão duma equipa ou de um grupo, é o resultado de um conjunto de forças que fazem com que os membros permaneçam na equipa, que os incita a cooperar e a partilhar, aliados à confiança mútua, motivação e identidade de objectivos. Encontrar soluções para os problemas é fácil, mas se isso implicar estratégias para um bom clima de trabalho e um bom relacionamento interpessoal...oh! que tarefa hercúlea...
Publicado por Cris em fevereiro 21, 2004 06:00 PM