Os enfermeiros do Hospital S. Bernardo (SA), Setúbal, denunciam as péssimas condições de trabalho, a ameaça da integridade física, a falta de equipamentos e de um sistema de triagem, enfim, a inexistência de «condições mínimas para exercer a enfermagem». Por isso, anunciam «não poder continuar a prestar cuidados a estes doentes a partir de 1 de Março de 2004».
A noção de que os enfermeiros nada têm a dizer sobre os cuidados prestados à população, caiu ou está por pouco. Mostrar que os enfermeiros também têm a responsabilidade de fornecer informação sobre o que se passa nos serviços, foi o primeiro objectivo conseguido com esta notícia.
O que me surpreende é que não lhe sucedam outras iniciativas do género. Decerto os enfermeiros do serviço de urgência do Hospital S. Bernardo não são os únicos a confrontar-se com escassos recursos humanos e materiais, com condições de trabalho que ameaçam a integridade dos doentes e profissionais, enquanto os gestores se passeiam em viaturas topo de gama.
Estávamos mesmo a precisar dum S. Bernardo para nos salvar...
Publicado por Cris em fevereiro 24, 2004 10:00 PMEm Faro também, no corredor do internamento, com visitas a passarem constantemente. Morre-se numa maca ferrugenta, uma maca de transporte de cadáveres.Os enfermeiros do serviço de Medicina denunciaram a situação, a Ordem está a pressionar.
Adeus
Acima de tudo, os enfermeiros têm de se impor nestas situações, mostrar o que o poder de uma classe pode fazer em prole da saúde... porque a maioria pensa que os enfermeiros, coitadinhos, são analfabetos, sem estudos ou formação, que só servem para alimentar e dar banho aos enfermos e acima de tudo são servos dos médicos... Há que nos impor por causas ligadas aos doentes para eles verem quem realmente se importa com eles e quem realmente é dono do poder...
Afixado por: En?gma em março 9, 2004 05:55 PMPenso que no dia a dia, muitos enfermeiros fazem isto mesmo. Esta situação, tornou-se especial por ter sido a informalidade que geralmente caracteriza as nossas intervenções, substituida por um documento formal, fundamentado nas situações descritas, com a natural responsabilização dos seus autores. Esta inovação pode ser um exemplo para todos, mais do que o mediatismo associado, que tanto coloca na ribalta, como de seguida se esquece de quem anteriormente promoveu. Agora estes profissionais não deveriam ficar sozinhos na sua avaliação. A Ordem dos Enfermeiros deveria avaliar também a situação, pois tem responsabilidades para com os utentes dos cuidados destes enfermeiros e em conformidade com as suas conclusões, emitir os pareceres que considerem adequados.
Afixado por: Carlos em fevereiro 25, 2004 11:10 PMEstamos em sintonia...também coloquei um post sobre o assunto...parabéns ao IRA que despoletou esta situação, ao fazer um comentário no blog ENFERMEIRAME. É para continuar!!!
Afixado por: Kmn em fevereiro 24, 2004 10:54 PM