fevereiro 28, 2004

educação sexual

A discussão em torno do aborto está, de novo, em voga. Pessoalmente, duvido que a breve trecho, se registem quaisquer alterações significativas. Entretanto, todo e qualquer barulho, leia-se debate, contribui para clarificar, inovar e renovar ideias. Mas não é do aborto que quero falar, isso é só a ponta da meada.

Gostava de chamar a atenção para as questões levantadas pela Visão e para as afirmações de Daniel Sampaio, na revista XIS, suplemento do Público.

O psiquiatra mostra-se preocupado com a quase ausente educação sexual escolar, defendendo «uma disciplina obrigatória de Educação para a Saúde do 7º ao 12º ano, que contemplasse questões essenciais da saúde dos jovens... e na qual deveria ser incluída uma forte componente de educação para a sexualidade». A questão da interrupção voluntária da gravidez é discutida com leviandade, comenta Daniel Sampaio, esquecendo que o problema deve ser tratado antes, através de um plano de Educação para a Saúde coerente.

Paralelamente, a revista VISÃO descreve a realidade da educação sexual no nosso país:
• Portugal é o país da UE com maior número de jovens infectados pelo HIV e o segundo com maior taxa de mães adolescentes;
• Muitas escolas e professores desconhecem a obrigação da inclusão da Educação Sexual nos planos curriculares.

Num aspecto há consenso: todos concordam que é necessário promover a educação sexual e o planeamento familiar. Até porque os indícios demonstram uma população jovem ignorante em termos de sexualidade e de doenças sexualmente transmissíveis.

A minha experiência como enfermeira diz-me também que muitas pessoas aparentemente elucidadas, têm comportamentos de risco, contaminando e sendo contaminadas pelo HIV. A sexualidade continua envolta em ignorância e silêncio. Os educadores – pais e professores, essencialmente – desprezam muitas vezes a sua responsabilidade. Há muito a fazer e, sobretudo, a explicar. É preciso dar início a uma informação clara sobre as questões da sexualidade, como diz Daniel Sampaio, que «não se limite ao dia da SIDA ou a uma campanha de férias nas praias».

Publicado por Cris em fevereiro 28, 2004 10:33 PM
Comentários

Olá Lola, como estás? Disseste muito bem, os jovens adultos com 20-30 anos não tiveram uma educação sexual que os preparasse para a sexualidade e para a prevenção de doenças sexual/ transmissíveis e são, provavelmente, um dos maiores grupos com comportamentos de risco. O problema é que esse «problema» mantém-se inalterado senão agravado. Enquanto noutros países europeus (não sei se em Espanha é assim) a taxa de incidência de gravidezes na adolescência e de doenças sexual/ transmissíveis desce, em Portugal continua a subir. Volta sempre.

Afixado por: Cris em março 2, 2004 08:23 PM

acho que tienes muita razon en lo que dices, pero creo que el problema no se limita solo a los adolescentes, los jovenes de 20-30 años incluso por encima de esa edad tienen mas miedo a un embarazo que a una doenÇ de transmision sexual. la educacion sexual es importante en la adolescencia pero hay que tener en cuaenta que muchos adultos de ahora no recibieron una buena educacion sexual en su adolescencia y son ahora un grupo de riesgo para esas enfermedades porque para ellos su mayor problema despues de una relacion sin precaucion es haber dejado gravida a loa rapariga

Afixado por: lola em março 2, 2004 02:15 PM